A descoberta de novas jazidas de petróleo em profundidades antes inimagináveis, o desafio de sediar uma Copa do Mundo em 2014 e a necessidade de realizar obras de infra-estrutura para o crescimento do País aumentam a responsabilidade de engenheiros e profissionais das áreas técnicas. Como em outros tempos, novamente alinham-se crescimento e grandes demandas, mas dessa vez sob regime democrático. Os questionamentos sobre as obras a serem realizadas, como projetá-las e executá-las não podem ficar circunscritos aos gabinetes dos políticos, de empresários e cartolas. Nesse sentido, o Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva) tem cumprido papel exemplar. Alertou sobre o atraso no planejamento das obras da Copa 2014 e vem clamando por planejamento e critérios técnicos nas tomadas de decisões. Outra entidade, a ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), também não se esquivou do debate e aproveitou seu evento anual, realizado no início de agosto em Búzios (RJ), para discutir as causas do acidente nas obras do Metrô em São Paulo. Um tema delicado, que novamente é tratado em artigo na revista, desta vez sob a ótica do Consórcio Via Amarela, e que requer um posicionamento técnico, mas também ético e moral daqueles que têm competência sobre o assunto. Infelizmente, engenheiros, arquitetos e demais profissionais da indústria da construção nem sempre se dão conta da representatividade técnica e intelectual que possuem. Vivemos um momento ímpar para lembrar que muitas decisões sem o embasamento técnico necessário reservam grande impacto no futuro do País e na vida das pessoas. E quanto mais distantes de tais esferas estiverem os profissionais sérios e comprometidos, pior será para todos. Em especial, para a própria categoria e a sua imagem perante a sociedade.